Porque eu não fiz Medicina

Saiba o que eu fiz pra avaliar as minhas opções profissionais

Tempo de leitura: 6min


Oi! Aqui é Isis, uma das psicólogas do Instituto Viae, e nesse post vou te contar 10 fatos curiosos sobre mim que podem ajudar as suas escolhas profissionais.

1# Eu sempre gostei de estudar. Sempre gostei de organizar meus materiais da escola, sentar num cantinho de estudos, folhear minhas apostilas, grifar alguns parágrafos, resumir a matéria. Quando eu estudava pro vestibular, escrevia várias fórmulas e informações importantes em papéis grandes, que eu grudava pelas paredes do meu quarto. Dormia olhando pras fórmulas, acordava olhando pras fórmulas. Não é que eu amasse todas as disciplinas da escola, mas sempre gostei muito de aprender coisas novas. E estudar era uma prazer tão grande pra mim que eu estudava inclusive nas FÉRIAS (não aquelas de Julho, mas aquelas de DEZEMBRO e JANEIRO). Sim, pode rir.

2# Como eu tinha ótimas notas, todo mundo dizia que eu deveria fazer um curso concorrido, como Medicina ou Direito, pra "aproveitar" meu potencial. Eu nunca concordei com isso, já tinha decidido muito jovem que queria ser psicóloga, porque adorava temas sobre a mente e o comportamento humano. Mas infelizmente isso diz muito da cultura em que vivemos: uma cultura que ainda acredita que alguns cursos e profissões representam um "desperdício de potencial". 

3# Fiz vestibular pra Psicologia no meio do 3º ano do Ensino Médio e fui aprovada, mas decidi que não queria entrar naquele momento, porque era importante pra mim terminar o Ensino Médio com a minha turma e viver essa experiência por completo. Algumas pessoas ficaram horrorizadas, afinal, eu ia "perder tempo da minha vida". Não sei se eu perdi tempo, mas que eu tive um 3º ano sensacional com os meus amigos, eu tive, e isso, pra mim, foi um tempo que eu amei ter vivido.

4# Durante o meu Ensino Médio, fiz um processo seletivo seriado pra Universidade da minha cidade, daqueles que tem provas ao final do 1º ano, ao final do 2º e ao final do 3º ano. Daí a Universidade soma as três notas e te classifica. Nesse processo seletivo, minha opção de curso foi Psicologia. Mas também prestei vestibular ao final do 3º ano, e, como não podia colocar o mesmo curso do processo seriado, minha família me pressionou a colocar Medicina. E foi assim que fui aprovada nos dois cursos.

5# O resultado de Medicina saiu primeiro. Quando vimos meu nome na lista dos aprovados, eu não senti absolutamente nada, apesar de o telefone ter começado a tocar imediatamente com familiares que queriam dar os parabéns. Só isso já diz muito sobre o meu desejo, né? Falo isso porque no momento em que eu vi meu nome na lista de Psicologia, meus olhos se encheram de lágrimas e parecia que meu coração ia sair pela boca. Isso é o CORPO traduzindo o que se passa na MENTE.

6# O terrorismo que eu vivi nessa época de dupla aprovação, eu já contei nesse post e depois nesse outro aqui. E acontece que no dia em que fui fazer a minha matrícula na Universidade, com os meus 17 anos, o rapaz que estava me atendendo olhou bem nos meus olhos e disse: "É brincadeira, né? Você tá com duas vagas em aberto e vai escolher a de Psicologia? Você vai ABANDONAR a sua vaga de Medicina? Você sabe quantas pessoas se matariam pra ter essa vaga?". Eu já estava cansada dessa história toda, então só consegui dizer: "A pessoa que for chamada pra essa vaga vai ser muito mais feliz do que eu seria, já que é algo que eu não sinto vontade de fazer"
Eu não sei quem foi, mas realmente espero que o(a) médico(a) que foi chamado praquela vaga esteja cada dia mais realizado profissionalmente.

7# Até hoje algumas pessoas não me perdoaram por ter "abandonado" a vaga de Medicina, e acho que nunca vão. Mas a minha vida é pra ser vivida por mim, não pelos outros.

8# Na faculdade de Psicologia eu aproveitei pra fazer disciplinas de outros cursos, porque, como já disse, sempre gostei de aprender coisas diferentes. Acabei fazendo a disciplina de fotografia no curso de Artes Visuais e foi assim que, algum tempo depois, me tornei uma psicóloga que também é fotógrafa. 

9# Em 2016, no meu primeiro ano de formada, já comecei a trabalhar com Orientação Profissional, que é a área da Psicologia que trabalha com escolhas profissionais, e hoje eu vejo que meu passado foi crucial pra isso: batalhar pra me formar naquilo que eu realmente queria me fortaleceu pra ajudar outras pessoas a encontrarem um caminho profissional satisfatório também.

10# Também me tornei uma militante da atuação em múltiplas profissões, afinal, se temos vários interesses, por que temos que trabalhar com apenas um deles? E, no final das contas, vou ficar muito satisfeita se conseguir, ao longo do caminho, ir derrubando aquele mito de que "quem faz um pouco de tudo, não faz nada bem". Um outro exemplo disso é o fato de ter me tornado uma orientadora profissional que também se interessa muito por tecnologia, e isso foi fundamental pra ter sido uma das co-fundadoras do Instituto Viae e uma das idealizadoras do DiretriX, o app que facilita a escolha de uma profissão.



Texto por:


Psicóloga Isis Graziele


Isis Graziele da Silva | CRP 06/142189

Psicóloga e orientadora profissional. Escolheu psicologia porque queria desvendar crimes. Mestre em Psicologia, especialista em Psicologia Jurídica. Tem experiência em consultório e cursinho pré-vestibular. Co-autora de "Pré-vestibular: práticas para psicólogos" e autora de "Porque fazemos selfies".

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